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O Vício



Vivemos num mundo, onde naturalmente o que é mais cómodo acaba por ser o mais apetecido. Como seres humanos temos tendência para fugir à dor, é uma forma de sobrevivência desde os nossos antepassados, por conseguinte tudo o que nos tira o prazer e o conformismo, acaba por nos afastar da mudança.


Quando falamos no nosso corpo, temos em conta todos os tipos de predefinições que ganhamos, sem consciência de que as estamos a fazer.

O vicio torna-se prejudicial no ponto concreto em que deixamos de controlar aquilo que estamos a fazer vezes sem conta, inconscientemente.


Em tantos temas e categorias que poderíamos considerar neste excerto como vícios, trataremos do nosso corpo, como especialidade minha, e como tão abrangente que possa ser falar de um movimento viciado.


Consegues com precisão perceber que tens movimentos viciados?

Movimentos em que, quando te consciencializas, percebes qual seria a razão de te estar a movimentar desse modo?



– Estes padrões de movimento levam o nosso corpo a adaptar-se a tudo o que queremos que ele execute. Estar sentado de certa forma, inclinados para um certo lado, para simplesmente conseguir estar concentrado no trabalho que temos perante um ecrã de computador. Estar a caminhar, em passeio, com uma mochila com tudo o que precisamos para esse dia, sempre no mesmo ombro. É o bastante para conseguir, acrescentando que seriam vezes sem conta, que o nosso corpo comece a movimentar-se com padrões de movimento viciados, tornando-se viciantes, na medida em que se deixarmos de os fazer, até parece que andamos “tortos”.


Presta atenção ao que fazes no teu dia a dia, o porquê de levares sempre as mesmas coisas, sempre da mesma maneira.

Mudas-lhe o hábito, e o teu corpo agradecer-te-á não hoje, mas no “depois de amanhã”. Conseguirás que ele trabalhe como um todo, e não só em algumas partes.


TIAGO

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